Estatuto do Idoso

Um dos sinais de que uma sociedade é bem estabelecida e civilizada é o cuidado que seus membros têm com os indivíduos de idade mais avançada. Os princípios democráticos garantem igualdade de acesso a todos os cidadãos e para tanto é importante que as diferenças entre as pessoas sejam apreciadas e, em certa medida, compensadas para que não estejamos sujeitos à lei do mais forte. Os anciãos são o depositário das nossas tradições culturais e sociais e suas experiências de vida são fonte de riqueza para aqueles que sabem tratá-los com o respeito e com a dignidade que merecem.
Nas sociedades tradicionais, a condução dos destinos da coletividade era atribuída aos mais experientes. As palavras "senado" e "senador" designam justamente a qualidade de seus membros que através de uma longa vida acumularam conhecimento e sabedoria que podem ser úteis para a busca do bem comum.
Entretanto, a velocidade como as coisas se desenvolvem nos tempos atuais e a crescente tendência à objetificação das relações e dos valores sociais fazem com que tudo se torne rapidamente obsoleto. Infelizmente, trata-se pessoas como objetos e se atribui a elas um prazo de validade. Claro que esse é um engano e uma distorção da nossa sociedade que não sabe ainda equilibrar bens materiais e bens do espírito humano, entidades incomensuráveis.
O estatuto do idoso foi criado com a finalidade de garantir o pleno exercício de cidadania aos integrantes senescentes da nossa nação. Além das práticas de civilidade que todos devemos adotar, é necessário também que utilizemos os mecanismos legais como os dispostos pela LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 e educar todos os membros da sociedade para que continuemos a crescer para o futuro sem descuidar da nossa história.